A MORAL EM SÃO THOMAS DE AQUINO
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São Thomas de Aquino (1225 –
1274) foi o maior pensador medieval latinófono. Sua obra mais conhecida é a
famosa “Suma Teológica”, que possui três edições. Contudo o tema que trataremos
aqui está além dessa grande obra conhecida.
Vamos aprofundar essa questão bem como a problemática da Ética, segundo
o autor. É importante observar que o pensamento Tomista possui varias
influencia como a Biblia; obras de Santo Agostinho e a Ética de Aristóteles.
Podem-se compreender tais como as bases do pensamento e da sua filosofia nas
obras que aprofundaremos aqui.
A questão moral começa a ser vista
numa obra inacabada, cujo nome é in
“libros politicorum aristotelis”,na qual
expende acerca da politica em aristóteles (ética a nicomaco), não
contradizendo-o mas buscando explicar a obra problematizando essa questão. Na
obra encontra-se, por exemplo, como o pode proceder um rei ou um príncipe em
determinadas situações, e assim por diante. Numa outra obra “de regum”, é
interessante observar que aquino, um
padre no séc. Xiii com grande fama e internacionalmente conhecido, concordou
com a visão aristotélica na qual o homem é classificado como “um animal”: um animal social e politico
e que, por essa qualidade, conseguirá no convívio da pólis realizar-se praticando as virtudes cívicas. Essa obra também
não fora finalizada. A preocupação do
“como agir”, com relação as “virtudes” é muito presente em sua obra
sobre a ética, na suma teológica. Contudo,
aprofundaremos mais sobre esse assunto adiante.
Mas é na Suma Teológica que a
questão moral é mais aprofundada e com impecabilidade trabalhada. A obra é
resultado da tradução diretamente dos textos Gregos dos filósofos em
contraposição as traduções que estavam chegando, feitas do Siríaco da escola
dos Cristãos Sírios. Na obra,
apresenta-se demasiadamente o pensamento de Aristóteles, bem como o do Santo
Agostinho; dos Apologistas, de todos os períodos da patrística e da própria
Bíblia. Observaremos a influencia Aristotélica na mesma. A Obra possui três
edições na qual a terceira não fora concluída.
Na primeira, o aspecto Cristão se dá muito forte e as explicações acerca
das propostas de estudo são expostas a luz do espirito cristão vigente. É na
segunda que está no homem a maior centralidade, isto é, que se concebe o homem
não como já pronto das mãos de Deus, mas com capacidade de trilhar seu caminho
fazendo escolhas e mudando seu futuro. É desta concepção que se pode aqui falar
com maior autonomia com relação ao tema deste artigo.
Tal como na “Ética a Nicômaco”, de Aristóteles, retorna-se,
na obra em questão, ao conceito de bem que Aristóteles problematiza, na
qual busca do homem pelo mesmo, e visto
que esse é , grosso modo, a felicidade,
se torna o fim ultimo do homem. Sendo Deus, segundo Thomás, essa felicidade, o
homem dispõe de modos de vida que o aproximam d’Ele; e são esses ‘modos’ a
questão trabalhada na segunda parte, pois são a base do conceito de “virtude”; o “como agir” que iniciamos acima.
Esse modo de vida é fruto das escolhas do homem; é ele que escolhe ou não
seguir vivendo tais virtudes. Tal como todos os animais da natureza, o homem
possui aquilo que se chama vontade, sendo
essa diferente dos animais, ela
submete-se, no homem, á razão. Assim o homem toma atitudes conscientes e
livres.
A Moral não é apresentada como um
compêndio de coisas permitidas ou não, nem como mandamentos religiosos, mas
como uma vida virtuosa buscando a graça de Deus; uma “moral das virtudes”
Aristoteles apresenta a
politica como “a busca do bem comum”. O homem é ajudado pela multidão que ele
compõe, não somente para que viva, mas para que viva bem. Contudo, também
considera o Filosofo que seja “natural” a existência de escravos na sociedade. Em contraposição á esse
pensamento, São Thomás pondera que, como pela encarnação e morte de Jesus
Cristo todos foram alcançados pela redenção, não é licito que haja uma
sociedade de desiguais (com escravos, por exemplo), mas uma cidade onde todos
possuem “os mesmos direitos e valores”.
Pela redenção de cristo que nos
torna iguais, todos possuem um certo “valor
inviolável” e deve a dignidade humana ser respeitada. Assim chaga-se a
conclusão de que se é contrario á tudo que dissipa a vida, tal como: Ás
injurias, crueldades, furtos e atitudes como usar alguém como objeto de satisfação sexual.
O pensamento Tomista foi indispensável
para o período medieval, como Santo Agostinho, tornou-se argumento de
autoridade durante o período. Foi, da mesma forma, as bases do pensamento ético
na Europa e nas Américas, bem como no resultado ético dos processos neocoloniais
Africanos e nas Missoes Jesuitas modernas. O pensamento dele está, ainda hoje, intrínseco
na moral da sociedade e persuade-se falsamente quem pondera estar ultrapassada
a sua filosofia.
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